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A culpa do seu ganho de peso é da tireoide?

Desde que problemas na tireoide, glândula localizada na frente da laringe, passaram a ser alardeados como possíveis causas para o ganho de peso, muita gente tem recorrido a consultórios na ansiedade de um diagnóstico.

Disfunções na tireoide podem ser graves. A incidência de problemas na glândula é em cinco de cada 100 pessoas. Se diagnosticada, qualquer alteração precisa ser tratada porque as consequências ao organismo podem ser sérias.

O que é e como a tireoide funciona

A tireóide é uma glândula que pesa cerca de 30 gramas e lembra uma borboleta. Fica na região popularmente conhecida como gogó.

A tireoide trabalha obedecendo ordens enviadas na forma do hormônio TSH (sigla inglesa de hormônio estimulador da tireóide) pela hipófise, que fica no cérebro. O resultado é a produção dos hormônios tireoidianos, o T3 e o T4, que regulam a velocidade do funcionamento do organismo.

O T3 e o T4 controlam o conjunto de processos que acontecem no interior de cada célula, queimando as calorias ingeridas com os alimentos para produzir a energia necessária à manutenção das funções vitais e à realização de atividades físicas.

Quando essa produção não funciona corretamente acaba acelerando demais ou retardando esses processos. O estresse e a falta de iodo, essencial para montar os hormônios, podem desregular a glândula em quem tem predisposição.

Mulheres com mais de 30 anos são as principais vítimas desse descontrole.

O que acontece quando a tireóide não funciona bem

Hipotireoidismo: o metabolismo energético trabalha devagar, ocasionando um menor gasto de energia e o aumento de peso. Mas a pessoa engorda principalmente por causa do acúmulo de mucopolissacarídeos (cadeias de açúcar usadas na construção de tecidos), que associados à retenção de água produzem inchaço.

Hipertireoidismo: acelera o metabolismo, levando a um maior gasto de energia e perda de peso, apesar do aumento de apetite.

Como se descobre que algo não vai bem na tireóide

Exame de sangue: identifica a dosagem dos hormônios TSH, T3 e T4 e também permite flagrar anticorpos antitiroidianos. A presença deles sugere um ataque à glândula.

Cintilografia: faz um mapeamento da glândula. Como a tiroide usa iodo para fabricar hormônios, o paciente recebe uma versão radioativa do mineral. A radioatividade forma áreas luminosas na imagem e, assim, acusa onde há menos ou mais iodo, ou seja, onde a glândula está trabalhando com menor ou maior intensidade.

Ultrassom: detecta nódulos imperceptíveis no exame clínico, indicando detalhes como aspecto e localização. Em nódulos maiores que um centímetro, os médicos fazem a aspiração de algumas células com uma agulha, guiados pelo ultrassom. É a punção. O material colhido é analisado para afastar a hipótese de câncer.

Com informações do site tireoide.org.br e revista Saúde.

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